Pegamos uma estrada tranqüila até Florianópolis, chegamos era perto das 3 horas da manhã - um calor animal que dificultou um pouco o sono, enfim, foda-se, estávamos em Floripa. Queria ter acordado cedo no sábado, mas não deu, levantamos em torno de 10h, bati aquele Nescalzão com pão e caímos pra praia. O céu não estava completamente azul, mas o mormaço me deixou moreno em 40 minutos! Muito protetor solar filtro 70 e algumas long necks a beira mar - que chato! O mar estava um tanto quanto flat, então nem cai com a prancha pela manhã - perto das 14h as ondas começaram a aparecer - mais uma camada de filtro solar e cai na água - parecia uma criança com um brinquedo novo. No começo, as duas semanas parado sem corrida, sem qualquer tipo de exercício físico acabaram pesando - remar até o outside foi uma tarefa um pouco cansativa - mas o tesão era tanto que as dores abdominais e nos braços eu deixei para o meio da semana. Foram quase 5 horas de mar, entre tombos, dropadas legais e outras não tão legais assim eu curti pra caralho - cada segundo em cima de uma onda é incrivelmente excitante! Ao final do dia eu estava podre fisicamente, mas a empolgação era tanta que isso ficou de lado.
Chegamos em casa, jantamos e começamos fazer um esquenta de leve para sair. Maravilha! Tudo pronto, todo mundo arrumadinho, cherosinho - vamos pra Lagoa ver o que tem pra fazer - Tchibum! Literalmente - uma chuva de outro mundo tomou conta da Ilha. Foram 30 minutos de água sem pausas, algumas ruas chegaram a alagar, mas o tempo do percurso entre Campeche e a Lagoa da Conceição foi o suficiente para o temporal arriar. Apesar da chuvona, a cidade estava movimentada. Entramos no Chilli, um barzinho Mexicano que estava tocando uns Reggaetons - mas o atrativo na verdade era que não pagava entrada e cada mulher ganhava uma caipira - como estava a Cassiê, Cassiana e Janine, e apenas a Jã estava bebendo, me arreguei com duas caipiras na faixa! Bebemos de leve e como estavam todos meio cansados, fomos embora cedo - perto das 2h.
Domingo: o día frustrante. Acordamos meio dia e babando água em Floripa - minha sede por mais algumas ondas teria de ficar para depois - almoçamos e fomos para Palmas do Arvoredo - a praia feia em que a Beyoncé ficou quando veio para o Brasil semanas atrás. A chuva deu uma trégua, ah! Que lugar! Encontramos um amigo nativo da Jã - vulgarmente apelidado de Vovô - por sua média idade. O cara mais gente fina que eu conheci nos últimos tempos - me deu altas dicas e batemos um mega cafezão na sua casa antes de pegamos o caminho pra Curitiba. Ah! Já estava esquecendo, aproveitando a experiência do Vovô que tem mais de 25 anos de surfe, descobri o que era a porra do barulho! Quando amarrar as fitas no teto do carro é preciso girar um pouco e não deixar ela reta, para ela não ficar batendo no teto! Sim, simples assim.
Tudo pronto, final de semana massa, mas alguma coisa tinha que dar errada, às 22h e pouquinho estávamos a 65 km de Curitiba - chegamos as 4 da manhã em casa! -.-'. Uma ponte caiu na Serra do Mar, ficamos horas em meia pista andando 1 km por hora, e o melhor: ficando sem combustível. Jesus fez o milagre da multiplicação e quando estávamos rodando apenas com o cheiro da gasolina, um posto surge no lado direito da pista. O dono do posto, nada mongo, aproveitou a situação e fez o exemplo mais pratico da lei da oferta e da procura: 30 centavos mais caro o preço do litro do combustível! A cena parecia o Chile depois do terremoto, um mega congestionamento dentro do posto e as pessoas saindo com garrafas de Coca com gasolina para socorrer os que ficaram pelo caminho. Enfim, depois do estresse no final da trip, chegamos em casa quase de manhã e fomos dormir. Uffa! Final de semana ótimo - agora é programar o próximo!
Como dizem por aí: toda roubada vale a pena quando a onda não é pequena.
eu fui a primeira pessoa a ler esse post!
ResponderExcluirTchaaau